A hipoglicemia em algumas situações especiais

Fontes verificadas Atualizado: 7 de novembro de 2026 14 min de leitura

Os dias de doença, o jejum, as viagens, o calor, a idade e a gravidez podem mudar a necessidade de insulina e o efeito das doses administradas. Nesta página podes saber o que fazer com as tuas doses de insulina nos dias de doença e como as adaptar ao fuso horário. Podes saber também o que muda nas crianças pequenas, nos idosos e na gravidez.

nunca suspensa
insulina basal na doença
últimas horas de jejum
metade das hipoglicemias
2×
absorção mais rápida na sauna

O que deves fazer com as tuas doses de insulina quando estás doente?

A insulina basal nunca se suspende, nem mesmo nos dias em que não comes nada, porque precisas dela o tempo todo [1]. É bom ter um plano para os dias de doença, feito com antecedência com o médico [2]. O plano diz o que podes beber, com que frequência deves testar a glicemia e os corpos cetónicos e quando avisar a equipa médica [2]. A febre e as infeções costumam aumentar a necessidade de insulina, e a falta de insulina suficiente pode levar ao aparecimento de corpos cetónicos [3]. Se usas um sistema de administração automatizada de insulina (AID), o algoritmo pode adaptar-se devagar demais à grande necessidade de insulina dos dias de doença [2] [3]. Por isso, às vezes é preciso passar a bomba para o modo manual [2].

O risco de hipoglicemia aumenta quando comes menos ou mesmo nada. Nesta situação, a dose de insulina para a refeição reduz-se ou não se faz, e a dose de insulina basal pode reduzir-se conforme diz o teu plano [3]. Se a glicemia se mantém abaixo de 250 mg/dL (13,9 mmol/L), podes tomar líquidos com hidratos de carbono (HC) [3]. Se está acima desse valor, é melhor tomar só líquidos sem açúcar [3]. Vai à urgência se a glicemia continua abaixo de 70 mg/dL (3,9 mmol/L) apesar de teres tratado a hipoglicemia várias vezes [1] [3]. Vai também se não consegues beber líquidos ou se os corpos cetónicos no sangue se mantêm acima de 1,5 mmol/L [1] [3]. A tabela abaixo resume as regras para as glicemias altas demais ou baixas demais.

Tabela 1

O que fazer quando estás doente

Glicemia alta, consegues comerGlicemia baixa ou vómitos
A insulina basalcontinua, às vezes com dose maior, conforme o teu planocontinua, talvez com dose reduzida conforme o teu plano, nunca suspensa
A dose de insulina para a refeiçãoconforme a glicemia e os corpos cetónicosreduz-se ou não se faz quando não comes
Os líquidossem açúcar, em abundânciacom HC, em pequenos goles
A monitorizaçãoglicemia e corpos cetónicos mais vezes, conforme o plano para os dias de doençaglicemia a cada 1–2 horas e corpos cetónicos
Quando pedir ajudacorpos cetónicos elevados, vómitos, respiração difícila glicemia desce repetidamente, não consegues ingerir líquidos, os vómitos continuam
A insulina basal não se suspende em nenhum dia de doença [1]. A febre e a infeção costumam aumentar a necessidade de insulina, enquanto a falta de alimentação e os vómitos a reduzem [2] [3]. Por isso, as doses de insulina para a refeição adaptam-se ao que consegues comer [2] [3]. Quando não consegues reter nada no estômago e a glicemia desce, uma pequena dose de glucagon injetável sobe a glicemia em 30 minutos e pode evitar um internamento [4].

Os vómitos e a diarreia aumentam o risco de hipoglicemia?

Sim, porque os HC dos alimentos deixam de ser absorvidos, enquanto a dose de insulina continua a atuar [3]. A causa mais frequente de hipoglicemia nos dias de doença é a infeção do estômago e do intestino (gastroenterite). As hipoglicemias podem continuar alguns dias depois de os vómitos pararem [3]. Testa a glicemia e os corpos cetónicos a cada 1–2 horas, porque os vómitos também podem ser um sinal de falta de insulina [3]. Se aparecem corpos cetónicos com a glicemia baixa, isso mostra em geral que o organismo não recebe energia suficiente dos alimentos [3]. Por isso, precisas de mais HC, juntamente com a insulina para eles [3].

Nas crianças que vomitam ou comem muito pouco, sobretudo depois da dose de insulina para a refeição, uma pequena dose de glucagon injetável pode prevenir a hipoglicemia [4] [5]. Usa-se o glucagon do kit clássico, injetado por via subcutânea com a seringa de insulina, quando a glicemia já chegou a 80 mg/dL (4,4 mmol/L) ou menos [5]. A dose indicativa é de duas unidades da seringa até aos dois anos e depois uma unidade por cada ano de idade, no máximo 15 unidades [5]. Se a glicemia não sobe em meia hora, injeta-se o dobro da dose inicial de glucagon [4] [5]. Se os vómitos duram mais de duas horas ou a hipoglicemia não se corrige, é melhor ir à urgência [3]. Não conduzas sozinho até lá, porque uma hipoglicemia ao volante é perigosa. Pede a alguém que te leve ou liga para o número de emergência.

Como podes prevenir a hipoglicemia durante uma viagem longa?

Uma viagem segura começa com uma preparação cuidadosa [2]. Os voos de avião podem trazer problemas no controlo do aeroporto, oscilações maiores da glicemia e dificuldades no transporte correto da insulina [6]. Leva sempre uma reserva extra de insulina, tiras-teste e sensores e guarda todo o material para a diabetes na bagagem de mão [2]. No porão do avião a insulina pode congelar, o que reduz depois o seu efeito [3]. Mostra sempre a bomba e o sensor no controlo de segurança e confirma antes o que o fabricante recomenda para os voos de avião [2].

As refeições a horas pouco habituais, o calor e as longas caminhadas exigem uma vigilância mais atenta da evolução da glicemia [2]. No avião, a dose de insulina para a refeição faz-se antes de comer, conforme o que comes [7]. A insulina não se deixa num veículo aquecido pelo sol nem deve congelar no porão de um avião [8]. O cartucho ou a caneta de insulina já começados conservam-se em geral no máximo 28 dias à temperatura ambiente, abaixo de 30 °C [8]. O prazo varia conforme o tipo de insulina, por isso confirma o folheto informativo [8]. Leva um cartão de identificação médica na língua local que diga que tens diabetes tipo 1 e podes precisar de ajuda em caso de hipoglicemia [2].

A mudança de fuso horário influencia o risco de hipoglicemia?

Sim, porque as refeições mudam de hora, e as doses de insulina e os seus horários adaptam-se com mais dificuldade ao novo horário [7]. Até um em cada dez doentes tratados com insulina que viajam para o estrangeiro tem uma hipoglicemia durante a viagem ou no primeiro dia após a chegada [7]. Se atravessas menos de cinco fusos horários ou ficas menos de três dias, a insulina basal continua a fazer-se à hora de casa [7]. Com cinco fusos ou mais, o dia encurta para leste e alonga-se para oeste, e a dose de insulina basal ajusta-se uma só vez [7].

Para oeste, apenas no dia da viagem, a dose de insulina basal divide-se em geral em duas metades [7]. Uma faz-se à hora de casa e a outra à mesma hora segundo o relógio local [7]. Para leste, faz-se uma única dose de insulina basal reduzida em 10–20% e depois volta-se ao esquema habitual a partir do dia seguinte [7]. Se usas uma bomba, a hora da bomba muda-se à chegada, e assim os débitos basais adaptam-se de imediato à hora local [7]. O plano faz-se com o médico antes da partida, e nos primeiros dias é bom testar a glicemia mais vezes [2] [7].

O jejum religioso ou cultural aumenta o risco de hipoglicemia?

Sim. O jejum aumenta o risco de hipoglicemia, de desidratação, de hiperglicemia e até de cetoacidose [9]. Se tens diabetes tipo 1, o risco é em geral bastante elevado, mas varia de doente para doente, por isso avalia-se individualmente, antes do jejum [9] [10]. A maioria das hipoglicemias surge perto do fim do jejum, sobretudo nas últimas horas [9] [10]. Por isso, neste período é bom testar a glicemia o mais vezes possível e evitar o esforço físico intenso [9] [10].

O plano faz-se em conjunto com o teu médico, 6–8 semanas antes do jejum [10]. A dose de insulina basal reduz-se em geral em 10–30% [10] [11]. Se a fazes na refeição da noite que termina o jejum de cada dia, a redução pode chegar aos 40% [10] [11]. Se usas uma bomba, os débitos basais reduzem-se em 20–40% nas últimas 3–4 horas do jejum [10] [11]. O sensor é o método preferido para vigiar a glicemia [10] [11]. O teste com o glicómetro não quebra o jejum do Ramadão [10] [11]. O jejum interrompe-se de imediato se a glicemia desce abaixo de 70 mg/dL (3,9 mmol/L), mesmo sem sintomas, ou se passa de 300 mg/dL (16,7 mmol/L) [10] [11]. O jejum interrompe-se também perante sinais de desidratação ou de doença aguda [10] [11]. A refeição da noite que termina o jejum do dia tem frequentemente um pouco mais de açúcar e gorduras, por isso precisa de uma dose de insulina bem escolhida [9].

O que deves fazer antes de um exame que exige jejum?

Avisa com antecedência que usas insulina e tenta conseguir uma marcação logo de manhã cedo, para que o jejum seja o mais curto possível [12]. A insulina basal não se suspende, porque o corpo precisa dela mesmo em jejum [12] [13]. Antes de uma cirurgia, nos adultos, na véspera à noite faz-se em geral 75–80% da dose habitual de insulina basal [13]. A dose de insulina para a refeição não se faz se não comes.

A preparação para uma colonoscopia, com líquidos claros desde a véspera, traz poucos HC, e o jejum aumenta o risco de hipoglicemia. Leva para o hospital uma fonte de glicose rápida e o glicómetro, testa a glicemia na sala de espera e diz ao pessoal que tens diabetes tipo 1. A bomba pode ficar ligada durante o procedimento, se as regras do hospital e o tipo de intervenção o permitirem [12] [13]. Se surgir uma hipoglicemia, ela tem de ser tratada de imediato com glicose ou com sumo, mesmo em jejum, e o exame pode eventualmente ser remarcado.

As crianças pequenas têm um risco especial de hipoglicemia?

Sim, porque uma criança com menos de seis anos em geral não consegue reconhecer, descrever ou tratar sozinha uma hipoglicemia [14]. Nesta idade, os sinais de hipoglicemia limitam-se muitas vezes a mudanças de comportamento, como irritabilidade, agitação, um silêncio invulgar ou birras [5]. As hipoglicemias graves, a cetoacidose e a hiperglicemia prolongada podem afetar o desenvolvimento do cérebro nas crianças com menos de seis anos [14].

Para tratar a hipoglicemia, a quantidade de glicose calcula-se pelo peso, cerca de 0,3 g por quilo, por exemplo 9 g para uma criança de 30 quilos [5] [15]. O sensor recomenda-se desde o diagnóstico, e as bombas AID devem ser oferecidas a todas as crianças que as possam usar com segurança, sozinhas ou com a família [14]. Nas crianças de 2–5 anos, a bomba AID aumenta o tempo no intervalo-alvo, sem aumentar o tempo em hipoglicemia [16]. Todos os adultos que cuidam da criança, também no jardim de infância, devem aprender a reconhecer a hipoglicemia e a usar o glucagon [5].

Os idosos com diabetes tipo 1 têm um risco especial de hipoglicemia?

Sim. Cada vez mais doentes com diabetes tipo 1 chegam a idades avançadas, porque a sua esperança de vida aumentou muito nas últimas décadas [2] [17]. Nesta idade, o risco de hipoglicemia aumenta por causa das refeições irregulares, da diminuição da função renal, dos problemas de memória e do grande número de medicamentos [18] [19]. Nos idosos, os sinais de hipoglicemia incluem muito mais vezes confusão, desorientação ou tonturas e mais raramente tremor, suores e batimentos cardíacos rápidos [19]. Nos idosos com diabetes tipo 1 de longa duração, a hipoglicemia grave associa-se muitas vezes à falta de perceção da hipoglicemia e a grandes oscilações da glicemia [20].

Os objetivos de glicemia escolhem-se conforme o estado de saúde, não conforme a idade, e os esquemas de insulina podem simplificar-se se necessário [2] [18]. O sensor também se recomenda nos doentes mais velhos com diabetes tipo 1 [18]. Nos doentes com 60 anos ou mais, o sensor reduz quase para metade o tempo em hipoglicemia [21]. As bombas AID também reduzem as hipoglicemias, inclusive nos idosos saudáveis ou com problemas de memória ainda ligeiros [2] [18]. A família ou os cuidadores devem saber reconhecer a hipoglicemia e usar o glucagon, e o sensor pode ajudá-los enviando os dados automaticamente, se tiver essa função [2].

A gravidez muda o risco de hipoglicemia?

Sim, sobretudo no primeiro trimestre e depois do parto [22]. Na gravidez, a resposta hormonal à hipoglicemia altera-se, e os episódios de hipoglicemia reconhecem-se com mais dificuldade [22]. As náuseas e os vómitos da primeira metade da gravidez e os objetivos de glicemia mais rigorosos também aumentam o risco de hipoglicemia [2] [22]. Logo após o parto, a necessidade de insulina desce muito e pode chegar a ser cerca de um terço menor do que antes da gravidez [2] [22]. A amamentação também aumenta o risco de hipoglicemia [2] [22].

O sensor recomenda-se a todas as grávidas com diabetes tipo 1 [22]. Na gravidez, o tempo em hipoglicemia conta-se abaixo de 63 mg/dL (3,5 mmol/L) [22]. O uso do sensor aumenta o tempo no intervalo-alvo, sem mais hipoglicemias graves da mãe, e os recém-nascidos têm menos complicações [23]. As bombas AID com objetivos para a gravidez podem ajudar muito, mas a maioria das bombas AID não os tem, e a escolha faz-se com o médico [2] [22]. É bom que a família aprenda cedo a reconhecer e a tratar a hipoglicemia, idealmente ainda antes da gravidez [22].

O calor intenso ou um banho quente aumentam o risco de hipoglicemia?

Sim, porque o calor dilata os vasos sanguíneos da pele e acelera a absorção da insulina [24]. Depois de uma sauna, a insulina rápida absorve-se cerca de duas vezes mais depressa, por isso a glicemia pode descer mais do que num dia sem sauna [25]. Qualquer aquecimento da pele, como um banho ou um duche quente, também acelera a absorção da insulina, sobretudo na primeira hora após a dose de insulina [24].

Antes de uma sauna ou de um banho quente, um lanche ou uma dose de insulina um pouco menor podem ajudar a prevenir a hipoglicemia [25]. Nestas situações podes experimentar administrar a dose de insulina numa zona de absorção mais lenta, como a coxa [24]. Nos dias muito quentes é bom testar a glicemia mais vezes, e não te esqueças de que a insulina nunca se deixa num veículo aquecido pelo sol [2] [8]. Se usas uma bomba ou um sensor, é bom confirmares nas instruções quais são os seus limites de temperatura.

Conclusões

  • Nos dias de doença a insulina basal nunca se suspende, e a dose para a refeição adapta-se ao que consegues comer e é a única que pode faltar [1] [3].
  • Em viagem, o material para a diabetes vai na bagagem de mão [2]. Com pelo menos cinco fusos horários atravessados, a dose de insulina basal ajusta-se segundo um plano feito antes com o teu médico [2] [7].
  • O jejum e os exames em jejum podem exigir doses de insulina reduzidas temporariamente e uma testagem mais atenta da glicemia [10] [13]. O jejum interrompe-se com uma glicemia abaixo de 70 mg/dL (3,9 mmol/L) [10].
  • As crianças pequenas, os idosos e as grávidas podem reconhecer pior a hipoglicemia, por isso o sensor e a ajuda de quem está por perto contam mais [14] [19] [22].
  • O calor, a sauna e o banho quente aceleram a absorção da insulina, por isso é bom testar a glicemia mais vezes, para agires a tempo se for preciso [2] [24] [25].

Referências

  1. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 6. Glycemic Goals, Hypoglycemia, and Hyperglycemic Crises: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S132-S149. PubMed
  2. Holt RIG, DeVries JH, Hess-Fischl A, et al. The management of type 1 diabetes in adults. The updated 2026 consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetologia. 2026 Sep 16. Online ahead of print. PubMed
  3. Phelan H, Hanas R, Hofer SE, et al. Sick day management in children and adolescents with diabetes. Pediatr Diabetes. 2022;23(7):912-925. PubMed
  4. Haymond MW, Schreiner B. Mini-dose glucagon rescue for hypoglycemia in children with type 1 diabetes. Diabetes Care. 2001;24(4):643-645. PubMed
  5. Abraham MB, Karges B, Dovc K, et al. ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2022: Assessment and management of hypoglycemia in children and adolescents with diabetes. Pediatr Diabetes. 2022;23(8):1322-1340. PubMed
  6. Tarlton C, James S, Dixson B, Craft J. Travel health practices, behaviours and experiences of people living with type 1 diabetes. J Travel Med. 2024;31(5):taae023. PubMed
  7. Pinsker JE, Becker E, Mahnke CB, Ching M, Larson NS, Roy D. Extensive clinical experience: a simple guide to basal insulin adjustments for long-distance travel. J Diabetes Metab Disord. 2013;12(1):59. PubMed
  8. Jacob JJ. Insulin Storage Guidance for Patients with Diabetes Using Insulin. Indian J Endocrinol Metab. 2023;27(2):93-95. PubMed
  9. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 5. Facilitating Positive Health Behaviors and Well-being to Improve Health Outcomes: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S89-S131. PubMed
  10. Hassanein M, Afandi B, Yakoob Ahmedani M, et al. Diabetes and Ramadan: Practical guidelines 2021. Diabetes Res Clin Pract. 2022;185:109185. PubMed
  11. Deeb A, Babiker A, Sedaghat S, et al. ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2022: Ramadan and other religious fasting by young people with diabetes. Pediatr Diabetes. 2022;23(8):1512-1528. PubMed
  12. Kapellen T, Agwu JC, Martin L, et al. ISPAD clinical practice consensus guidelines 2022: Management of children and adolescents with diabetes requiring surgery. Pediatr Diabetes. 2022;23(8):1468-1477. PubMed
  13. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 16. Diabetes Care in the Hospital: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S339-S355. PubMed
  14. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 14. Children and Adolescents: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S297-S320. PubMed
  15. McTavish L, Wiltshire E. Effective treatment of hypoglycemia in children with type 1 diabetes: a randomized controlled clinical trial. Pediatr Diabetes. 2011;12(4 Pt 2):381-387. PubMed
  16. Wadwa RP, Reed ZW, Buckingham BA, et al.; PEDAP Trial Study Group. Trial of Hybrid Closed-Loop Control in Young Children with Type 1 Diabetes. N Engl J Med. 2023;388(11):991-1001. PubMed
  17. Ioacara S, Lichiardopol R, Ionescu-Tîrgoviște C, Cheta D, Sabau S, Guja C, Farcasiu E, Tiu C. Improvements in life expectancy in type 1 diabetes patients in the last six decades. Diabetes Res Clin Pract. 2009;86(2):146-151. PubMed
  18. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 13. Older Adults: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S277-S296. PubMed
  19. Munshi MN, Florez H, Huang ES, et al. Management of Diabetes in Long-term Care and Skilled Nursing Facilities: A Position Statement of the American Diabetes Association. Diabetes Care. 2016;39(2):308-318. PubMed
  20. Weinstock RS, DuBose SN, Bergenstal RM, et al. Risk Factors Associated With Severe Hypoglycemia in Older Adults With Type 1 Diabetes. Diabetes Care. 2016;39(4):603-610. PubMed
  21. Pratley RE, Kanapka LG, Rickels MR, et al.; Wireless Innovation for Seniors With Diabetes Mellitus (WISDM) Study Group. Effect of Continuous Glucose Monitoring on Hypoglycemia in Older Adults With Type 1 Diabetes: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2020;323(23):2397-2406. PubMed
  22. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 15. Management of Diabetes in Pregnancy: Standards of Care in Diabetes-2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S321-S338. PubMed
  23. Feig DS, Donovan LE, Corcoy R, et al.; CONCEPTT Collaborative Group. Continuous glucose monitoring in pregnant women with type 1 diabetes (CONCEPTT): a multicentre international randomised controlled trial. Lancet. 2017;390(10110):2347-2359. PubMed
  24. Gradel AKJ, Porsgaard T, Lykkesfeldt J, et al. Factors Affecting the Absorption of Subcutaneously Administered Insulin: Effect on Variability. J Diabetes Res. 2018;2018:1205121. PubMed
  25. Koivisto VA. Sauna-induced acceleration in insulin absorption from subcutaneous injection site. Br Med J. 1980;280(6229):1411-1413. PubMed

Como citar esta página

Ioacara S. A hipoglicemia em algumas situações especiais. Diabetes Academia. Atualizado 7 de novembro de 2026. https://diabetesacademia.com/pt/dm1/hipoglicemia-em-situacoes-especiais

Termos do glossário usados aqui