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O que significa a categoria em que entra a minha pressão?
As categorias são as da norma americana de hipertensão arterial, que reparte os valores por quatro degraus, da normal à hipertensão de estádio 2 [1]. A hipertensão começa nos 130/80 mmHg. O degrau lê-se separadamente em cada um dos dois números, e a categoria final é a mais alta das duas. Uma pressão de 118/82 mmHg cai assim no estádio 1, mesmo que a sistólica pareça tranquilizadora.
A norma europeia mantém o limiar de diagnóstico anterior, de 140/90 mmHg [2]. A diferença é sobretudo de nome, porque ambas as normas pedem uma mudança do estilo de vida nos valores situados entre os dois limiares, e o alvo do tratamento desce abaixo de 130/80 mmHg nas duas. Nos doentes com diabetes o alvo mantém-se igual, se o tratamento for bem tolerado. Entre 120 e 129 mmHg de sistólica, com a diastólica abaixo de 80, a tensão chama-se elevada. O distintivo por baixo do resultado tem quatro etiquetas: Normal, Elevada, Hipertensão de estádio 1 e Hipertensão de estádio 2. A categoria entra também na estimativa do risco cardiovascular, que podes fazer com a calculadora PREVENT.
O que é a pressão arterial média e para que serve?
A pressão arterial média é a pressão média nas artérias ao longo de um ciclo cardíaco. Não é a média aritmética dos dois números, porque o coração passa mais tempo em diástole, comparativamente com a sístole. A aproximação clássica soma à diastólica um terço da diferença entre os dois valores.
O número conta sobretudo no hospital, onde mostra se a pressão de perfusão dos órgãos é suficiente. Em casa é mais um número de contexto. A aproximação pressupõe um coração em repouso, e com frequências cardíacas altas sobrestima, porque a diástole encurta.
Porque conta a pressão de pulso depois dos 60 anos?
A pressão de pulso é a diferença entre a sistólica e a diastólica. Nos jovens fica à volta de 40 mmHg. Com a idade as artérias grandes tornam-se mais rígidas, a sistólica sobe, a diastólica mantém-se ou até desce, e a diferença alarga-se.
Quando a sistólica chega aos 130 mmHg ou mais e a diastólica se mantém abaixo de 80 mmHg, o padrão chama-se hipertensão sistólica isolada, e a calculadora assinala-o à parte [1]. É a forma mais frequente de hipertensão depois dos 65 anos e trata-se, mesmo que o segundo número pareça normal.
Como meço corretamente a pressão em casa?
As recomendações europeias de medição pedem cinco minutos de repouso, sentado com as costas apoiadas, os pés no chão e o braço apoiado ao nível do coração [3]. A braçadeira põe-se sobre a pele, não por cima da roupa, e o tamanho tem de corresponder ao braço. Uma braçadeira pequena de mais dá valores falsamente altos.
Fazem-se duas ou três medições com um minuto de intervalo, e a primeira deita-se fora. Sem café, tabaco ou esforço na meia hora anterior. O diagnóstico não se faz com uma única medição, mas com a média de vários dias.
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Referências
- 2025 AHA/ACC/AANP/AAPA/ABC/ACCP/ACPM/AGS/AMA/ASPC/NMA/PCNA/SGIM Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation and Management of High Blood Pressure in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Hypertension. 2025;82(10):e212-e316. PubMed
- 2023 ESH Guidelines for the management of arterial hypertension The Task Force for the management of arterial hypertension of the European Society of Hypertension: Endorsed by the International Society of Hypertension (ISH) and the European Renal Association (ERA). J Hypertens. 2023;41(12):1874-2071. PubMed
- 2021 European Society of Hypertension practice guidelines for office and out-of-office blood pressure measurement. J Hypertens. 2021;39(7):1293-1302. PubMed